Tuesday Dropkick [69] – A febre das terças à noite

As terças-feiras são o meu dia de ruptura semanal. Divido a minha semana entre casa / jornal e universidade. A divisão acontece a cada terça-feira.
Normalmente, este dia significa que me tenho de deslocar para a cidade onde estudo o que, por sua vez, significa um acesso menos facilitado à internet. Portanto, nova cidade, menos net e, em consequência, menos wrestling.
Na prática isto quer dizer que os únicos shows que consigo acompanhar em directo são os ppv’s e a Raw. Há não muito tempo, era um cenário que não me preocupava minimamente. Lia os spoilers do Impact, Smackdown e os resultados da ECW e sentia que não perdia grande coisa. Mas algo mudou.
Não sou grande fã de TNA, nunca o fui, muito por manifesta falta de tempo para ver o produto e acostumar-me às diferenças. Mas do que vi nos últimos tempos, parece-me um Impact bem mais sólido e refrescante do que aquela, chamemos-lhe mesmo, palhaçada de storylines descabidas, personagens sem rumo e estipulações ridículos que via há um, dois anos atrás. Talvez este seja o melhor período para se ver TNA. Não que isso queira dizer grande coisa, pois por muito bom que seja o produto, tão cedo (e repito, tão cedo, o que não quer dizer que é impossível) não tem capacidade para ombrear com a WWE. Quando a TNA fizer algumas cócegas no pedestal de Vince, garanto que o meu interesse aumentará. Sei que esta ideia é um pouco contraditória e, se calhar, preguiçosa. Não vejo TNA, mas quero que outros vejam para fazer subir audiências e incomodar a rainha. Estou a ser injusto, mas o tempo não me permite mesmo mais. Por muita merda que aconteça na Raw acabo sempre por querer saber o que por lá se passa, mesmo que seja para estar por dentro e poder criticar.
Continuando, temos o Smackdown. Para muitos o melhor produto da WWE nos tempos actuais. Admito que sim. Já vão longe os tempos em que o Smackdown vivia do wrestling enquanto que a Raw do entretenimento. Hoje o Smackdown é uma espécie de segundo Raw, com uma mescla dos dois. E dá gosto. Dá gosto porque o roster azul tem categoria e valor para dar um espectáculo tão bom ou melhor que o vermelho. Um pouco como em Portugal onde é o azul quem domina.
Finalmente, chego ao ponto fulcral. A ECW. É ponto assente que a terceira brand da WWE tem mais inimigos do que adeptos. Foi ganhando ódios por entre os que esperavam uma brand mais extreme, por entre os que queriam a velha ECW, por entre os que repudiam o uso do nome ECW, por entre os que se queixam da falta de magnitude do seu roster, por entre os que detestaram os reinados do Mark Henry ou do Matt Hardy, etc. Tudo somado, digamos que dá mais ou menos metade dos fãs de wrestling no mundo.
Ora, no meio desta, aparente, verborreia, está aquele que é actualmente o meu maior foco de interesse no wrestling. Na ECW? Exactamente. Aquilo que mais curiosidade e atenção me desperta actualmente no wrestling, não está na Raw, não está na Smackdown nem no Impact. Está na ECW.
Poderia falar do campeão Christian, um dos meus wrestlers favoritos e que muito prezo ver com o ouro à cintura. Mas não.
Poderia apontar Jack Swagger, afinal de contas é, para mim, o wrestler mais promissor dos que se estrearam no último par de anos na empresa de Vince. Mas também não é isto.
Poderia falar no Evan Bourne, eu que gosto bastante de manobras high flying. Mas também não vou por aqui. Por falar nisto, sou só eu que acho que o push a este jovem estagnou? Não me lembro de o ver…Espero estar redondamente enganado.
Poderia, ainda, falar da faceta de recuperação/lançamento de talentos em que a ECW tornou, algo que sempre me agradou. Mas também não, embora esta relacionado.
Actualmente, o que mais me desperta curiosidade no wrestling é ver a nova Hart Foundation.
Em primeiro lugar, só a parte inicial da música do David Hart Smith (ou será da própria stable? Espero para ver), já me dá um arrepio na espinha pelo saudosismo que trás. Ver o Smith e o Kidd dizimarem o Finlay com o antigo finisher do Bret e do Jim completa todo o meu sentimento de nostalgia.
Mas, felizmente, a nova Hart Foundation vai muito mais além de um simples recordar do que foram e quem foram os precursores. Estes miúdos podem ir longe.
Se fizerem as coisas certas, o que, entenda-se, se se portarem bem, acredito que terão um futuro risonho como equipa e futuramente a solo.
Neste campo, o DH Smith está em vantagem. É bom no ringue, tem boa técnica e uma estampa física de fazer corar qualquer Cody Rhodes deste mundo… Vejo um bom futuro para o filho do British Bulldog. Os problemas do passado parecem estar resolvidos e, actualmente, já relegou Tyson Kidd para segundo plano, assumindo-se como o principal rosto da stable, ou não fosse ele que tivesse Hart no nome.
É agora, ao ver estes dois, mais a Natalya descer a rampa em direcção ao ringue que mais contesto o pateta do Teddy Hart. O homem teve (duas vezes) uma oportunidade de ouro para liderar ou, no mínimo, aliar-se a esta nova Hart Foundation e deixou tudo a perder. Mais um Hart na equipa só iria ser benéfico para a mesma, mas a verdade é que o comportamento do sobrinho do Bret está longe de ser o ideal para uma empresa com os padrões da WWE.
Resta-me agora ver os dois a lutar lado a lado. Atirando à sorte, penso que funcionarão bem. Têm estilos distintos e, de certa forma, complementares. Smith é um powerhose, um brutamontes capaz de vergar os mais rijos. Kidd é mais enérgico, atlético e rápido. Uma combinação que se pode tornar em explosiva.
Depois há a Natalya. A inclusão dela no grupo tem todo o sentido, mas não consigo deixar de ter pena por ver uma das melhores lutadoras do roster feminino da WWE estagnada, a servir de valette, enquanto a Kelly Kelly tem oportunidades por títulos.
Quanto ao futuro, para já a ideia é que se imponham na ECW. Para o impacto ser maior, a WWE poderia promover o Sheamus ao roster principal e trazê-lo como face para fazer equipa com o Finlay. O irlandês brigão parece-me ser uma escolha acertada para encaminhar estes jovens nos primeiros tempos. É alguém credível e experiente, quer junto dos fãs, quer junto da companhia, o que só pode ser benéfico.
Terminada a feud será tempo de abrir horizontes. Há um título de equipas para perseguir…
E pode ser que arranjem uma forma de o Bret e o Jim aparecerem por aí para uma promozinha. Acorda, Kamisas!
Até pra semana!
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