Welcome to Cheetah’s: Peitos, pernas, pulsos e outras anatomias.



“The difference between a helping hand and an outstretched palm is a twist of the wrist.”

Laurence Leamer

Bem-vindos ao Cheetah’s. O maior antro de gangsters, mafiosos, criminosos e pulsos elásticos da blogosfera volta a abrir as portas, para mais uma sessão da mais pura libidinagem.

O tema desta semana, e penitencio-me desde já por tal facto, deveria já ter sido abordado em semanas anteriores aqui no Cheetah’s. Mas como mais vale tarde do que nunca, tenho o prazer de anunciar que esta semana falaremos de Divas.

O propósito da divisão de Divas dentro do Wrestling profissional não é alvo de consenso. Para alguns serve somente para potenciar a vertente espectáculo, e os filhos terem um forte argumento para convencer os pais a assistir aos shows ao vivo, enquanto que outros argumentam que, tal como em todas as outras divisões, também o segmento feminino deveria focar-se apenas em ter bons executantes. A minha posição situa-se algures entre as duas. Ainda que, acima de tudo, o Wrestling seja a principal componente destes programas, confesso que é sempre agradável poder ver alguém a descer aquela rampa que nos faça pulsar os corações.

Como este é um blog de Wrestling e quem quer ver mulheres bonitas pode sempre vir ao Cheetah’s, vou focar-me apenas na vertente técnica. Deste modo passo a opinar sobre quem são, para mim, as melhores executantes da actualidade. Começo por falar de um caso que me aflige em particular: Natalya. Ainda que ver a nova geração da família Hart, reunida numa stable seja muito agradável, julgo que manter a filha de Anvil na única brand que não possui um segmento feminino é um atentado para a carreira da mesma. Estamos perante aquela que, tecnicamente , será uma das melhores de toda a companhia e não poder apresentar os seus dotes semanas a fio, por falta de concorrência não me parece justo. Por outro lado, julgo que esta stable, na ECW, se esgotará em pouco tempo, e caso a queiram manter, os cérebros da WWE terão que a transferir para outra brand. Anseio para que tal aconteça depressa.

Em seguida vou abordar dois casos que quanto a mim serão muito semelhantes. Falo de Beth Phoenix e Mickie James. Não ser um produto do Diva Search tem destas coisas: nem Beth nem Mickie terão uma fisionomia ao nível de uma Kelly Kelly ou de uma Candice Michelle. Contudo perde-se em estética mas ganha-se em qualidade in ring. Ainda que, por hábito o trabalho feito com as Divas leve a uma evolução considerável, quando existe um historial de formação na modalidade, as diferenças são notórias. Em side note, gostaria também de congratular o regresso com mais frequência de Mickie James aos ringues . Mais que não seja porque quando ela desce a rampa recordo-me de uma outra lutadora, que sempre que visitava o meu televisor, era capaz de me levar à “stratusfera”.


O caso que se segue, contraria um pouco o que disse anteriormente em relação ao Diva Search. Ainda que habitualmente, deste concurso não saiam prodígios da técnica, a quarta concorrente eliminada da edição de 2004, foi uma agradável surpresa.Michelle McCool é a prova provada, que se algumas Divas, passam anos na companhia e ainda assim nada evoluem tecnicamente, tal deve-se a alguma falta de dedicação à causa. Porque muito honestamente, usar a WWE como forma de chegar à capa da Playboy não agrada, com certeza, àqueles que realmente gostam de Luta-Livre. E, muito honestamente, aquela professora que Michelle encarnava nos primeiros anos de WWE, batia aos pontos qualquer ensaio da revista americana.

Melina é o exemplo de uma carreira feita a pulso. Começou a sua carreira como modelo e apenas em 2000 se iniciou nestas lides, começando por uma companhia de pequena dimensão. A estadia com os MNM durou bastante tempo, período esse em que não tivemos possibilidade de ver as habilidades da exótica Diva dentro do ringue. Também por isso me lembro da agradável surpresa que tive quando vi Melina lutar pela primeira vez. Será um dos poucos casos que associa a estética (e que estética) a uma qualidade acima do nível que se estende aos seus atributos no microfone. É uma excelente aposta para campeã do segmento e julgo que assim se pode manter durante bastante tempo.

Poucos saberão, até porque tal ocorreu antes deste regresso em força do Wrestling a Portugal, que esta é já a segunda passagem de Gail Kim pela WWE. Uma passagem fugaz, mas suficiente para que se tenha tornado campeã na sua estreia na companhia, feito do qual muitos poucos se podem gabar. Exemplo de mais uma “pata na poça” da WWE, a sua dispensa em 2004 permitiu que evoluísse na rival TNA, e que regresse no top of her game, aos grandes palcos. Em boa hora o fez, porque, apesar dos elogios que fiz anteriormente a Phoenix e James, é sempre melhor ver aliada às qualidades técnicas uma estampa desta envergadura.

Não quero terminar esta viagem ao universo feminino sem antes fazer uma menção honrosa a Maryse. Os seus atributos técnicos não serão os melhores mas não posso deixar de fazer referência ao excelente desempenho que tem tido ao encarnar a sua personagem. Digamos que aquela arrogância em conjunto com o dominio perfeito da lingua francesa… tickles me in my special place.

Chega à altura das rubricas semanais até porque, como é do domínio público, dissertar sobre Divas durante tempo a mais, é propício a causar lesões no pulso, principalmente entre os leitores mais teenagers. Sem mais demoras:

Lap dance da semana:
O prémio mas desejado da blogosfera vai esta semana para Umaga. Congratulo-me com a forma como está a ser levado a cabo este seu regresso. Em primeiro lugar porque as suas qualidades em ringue estão melhores do que nunca. Está mais rápido, mais leve, mais técnico e com uma variedade de golpes mais vasta. Aliado a isto pela primeira vez fomos brindados com uma declaração em microfone o que dá uma nova dimensão à sua personagem. Os chamados freaks of nature vendem-se a pulso, digo avulso, em qualquer companhia de menor dimensão. E como já tive oportunidade de referir, são personagens que se esgotam rapidamente. Com esta nova dinâmica, as rivalidades de Umaga podem tornar-se bem mais interessantes e produtivas. Ainda que a actual com CM Punk seja um mau exemplo, devido ao seu inicio totalmente gratuito.


Barrados à entrada:
Chegou a hora de saber quem fica esta semana lá fora em conversa com o nosso porteiro. E a honra cabe a Vince McMahon. Concordo que, toda e qualquer empresa deva ser gerida com pulso firme. Concordo que as opiniões dos empregados dessa empresa sejam ouvidas aquando da necessidade de tomar algumas medidas. Mas a promiscuidade existente entre a board da companhia e algumas figuras de topo, causa-me um profundo desagrado e até mesmo algum asco. Expulsar estrelas da companhia por “dá lá aquela palha” só porque determinada vedeta o achou por bem, sem dar sequer justificação àqueles que pagam para que este espectáculo seja a indústria em que se tornou, é no mínimo ingrato e razão mais que suficiente para esta semana ficar com o galardão. Caro Vince, a galinha dos ovos de ouro só vive enquanto houver milho. Enquanto espera à porta, pode sempre ir verificando, de quinze em quinze minutos, se o Randinho fez doi-doi no ombro. E já agora digo-lhe que está alguém, num excelente gesto técnico de pulso, a acenar-lhe da janela da sala VIP…

Talk loud, hit harder.

Boa semana a todos e até quarta.

Até lá, boas table dances e grandes combates de Wrestling.

PapaShango

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