"O olhar do hall of famer por V1"

Extreme Rules

Ora muito bem, é agradável estar de volta a este cantinho para fazer o review do PPV que a WWE mantém para mostrar que no seu “universo” ainda há espaço para os amantes de um estilo de luta hardcore e para cimentar cada vez mais que o mito por trás das letras ECW está morto.
Sim, porque este PPV não é mais do que uma fraca continuação dos ONE NIGHT STANDS originados pelos verdadeiros ícones hardcore como o Paul Heyman, e todos os originais da companhia que revolucionou o wrestling nos finais dos anos 90.

Posto isto queria deixar aqui uma nota de relevo antes de entrar no review em si.
Recuso-me terminantemente a chamar a isto “Extreme rules”, porque diga-se que de extreme pouco ou nada teve. Por isso vou chamar a este PPV Lame rules.

Aliás foi deveras engraçado durante a noite ver o esforço que os comentadores fizeram para que nós, os ingénuos, metêssemos na cabeça que o que estávamos a assistir era de facto um espectáculo de violência, desculpem, Extreme, porque não faltaram vezes sem conta em que o Michael Cole e seus parceiros se referiram ao que víamos como actos de verdadeiro espírito radical.
Isso e a noção deles do que é engraçado e as suas hilariantes gargalhadas, mas estou a adiantar o review. Comecemos pelo princípio.

Kofi Kingston vs. MVP vs. Matt Hardy vs. William Regal

È certo e sabido que o primeiro combate da noite é feito para dar a toada para o resto do show, e para “aquecer” o publico, algo que não aconteceu.
De Extreme nada, de animação muito pouco a não ser os falhanços proporcionados, mas o que mais me irrita é que a qualidade dentro do ringue não era má, muito pelo contrário.
Faltou tempo, e faltou o que já faz muita falta á WWE nos últimos anos…liberdade aos atletas para mostrarem do que são capazes. E eu sei do que o Matt, e mais respectivamente o Regal são capazes, mas a vida deles é esta.
Entram no ringue, lutam cerca de 8 minutos, e depois podem sair rapidamente para dar mais tempo ás grandes estrelas que continuam no main event mesmo que não tenham nem metade da capacidade dos intérpretes deste combate inaugural.

HÁ! O Kofi ganha com, o que me pareceu, mais um Botch.

Jericho vs. Rey

Grande toque de originalidade ao ver o Jericho a entrar sem musica e pelo público. Como sempre este senhor é o maior no micro, e “Don´t touch me!” é a verdadeira essência de um heel.
Este combate fez-me rapidamente esquecer o primeiro da noite e fez-me perguntar porque não estava mais lá em cima no cartaz, porque começo a ver acção digna de um main event, algo que não me surpreende muito devido ao calibre dos intervenientes que estão no ringue.
Grande high flying, manobras que não deixam ninguém indiferente, e um final surpreendente e original.
Jericho ganha, mas deixa-me a salivar por mais destes dois excelentes atletas, e cheira-me que esta storyline não acaba por aqui. Pelo menos assim espero.
O Jericho como IC Champion é uma maneira de dar mais prestigio ao título, mas em nome da verdade acho que concordamos que é pouco para ele.

Umaga vs. Punk

Quem está a desaproveitar o potencial do Punk?
Os mesmos que desaproveitam o potencial da maioria do balneário da maior companhia de wrestling do mundo.

OK, não sei porque escrevi isto, mas é uma pequena coisa que me vai passando pela cabeça de vez em quando.

Quando ouço “Strap Match” duas ideias surgem-me:

-Ric Flair vs Wahoo Mcdaniel (sim, eu sou da velha guarda)
-O barulho que aquela porcaria faz quando eles se chicoteiam nas costas uns dos outros. Digamos que a violência tem tendência a aumentar.

Nada disso aconteceu. O que vi foram dois gajos que, ao contrário de quererem castigar o adversário com uma “arma” que tinham nas mãos, (estão a ver? Extreme!) decidiram fazer a ronda ao ringue para rapidamente tocar nos quatro cantos e acabar com o combate.
Ora isto posso só ser eu, mas se um gajo me anda a atormentar e a dar porrada, á primeira hipótese que tenha eu vou dar-lhe no focinho, e se tiver um cinto (ou correia se quiserem) vou dar-lhe com ele até o cinto dizer AI!
Mas na WWE não. Isto mais parecia o jogo do puxar a corda.
Vá lá que há um momento visual interessante que é o Punk pegar no bisonte e dar-lhe o GTS.
O wrestler que devia ganhar ganhou, agora é só espera (mais) que o utilizem como ele merece e aproveitar o muito que ele pode dar.

Christian vs. Dreamer vs. Swagger

Vamos por partes.
Gosto dos três elementos e acho que o Swagger pode ser um caso sério na indústria.
Gostei do facto de usarem algo mais que uma cadeira no combate, pois disfarça mais um pouco no que diz respeito a um combate que se queria Extreme!
Adorei a vitória do Dreamer pois é um prémio na carreira de um homem que tudo fez pela companhia que representou, e porque é o último representante daquela época gloriosa que ainda está nos “grandes palcos”

No entanto…

Fico com a sensação que o prório Dreamer sabe que aquele cinto não é mais do que um artefacto que em nada representa aquilo que a ECW foi.
De qualquer das formas não achei um mau combate, só peca por ter sido curto, e por não ter tido o que o público e eu estávamos a pedir…uma mesita.

Santina vs. Vickie

Cá está combate que o HHH fez famoso.
Sim, o “grande” HHH andou a dar bumps cómicos no meio de merda de porco. Estranhamente a WWE não se lembra desse facto e não mostrou as imagens do grande campeão a rebolar nos dejectos suínos quando no Raw da semana passada graficamente quis mostrar do que este combate se tratava.
Acho que esse acontecimento está no mesmo sítio que o combate Hell in a Cell entre o Undertaker e o Big Boss man, sitio esse que é catalogado como “o que nuca existiu”

Pena é que eu e muitos outros ainda temos memória.

Quanto a este “combate” quanto menos se disser melhor. A única coisa que há a salientar é a patetice e estupidez dos comentadores que querem que eu acredite que se estão a divertir imenso com aquilo. As gargalhadas de ambos são hilariantes na sua estupidez, e é precisamente este tipo de humor que o querido Vince gosta o que me leva a tirar duas conclusões:

1-O Vince é um parolo que não entende o que é um acto cómico.
2- O Michael Cole e Jerry lawler devem chegar a casa, olhar para o espelho e verem o absurdo e o ridículo a que são sujeitos.

Nem me dou ao trabalho de escrever quem ganhou esta merda.

Dave Batista vs. Randy Orton

Quanto a este combate, leiam tudo o que escrevi em cima e passem para aqui a palavra merda.
Ou melhor bosta fedorenta mesma.
Combate de jaula muito muito muito fraco. O que estes dois artistas fazem no main event eu não sei, mas sei que há quem faça melhor dentro da jaula. Até o Flair com 60 anos faz melhor.

Um é uma excelente personagem, mas a meu ver já devia ter chegado a outro nivel em termos de skills dentro do ringue.
O outro é horrível em todos os aspectos. Medíocre no micro, fraco no ringue, alguém indigno, a meu ver, de usar o cinto.

O que nos espera depois de ver o mamute ganhar o titulo?
Mais pasmaceira no topo do Raw, e a prova que ser talentoso não te leva a lado nenhum na WWE se não tiveres um físico que só com “ajudas externas” podes ter.

Show vs. Cena

BOOOORRRRIIIINNNNGGGGG!

O pior da noite na minha opinião.
O super-homem contra o homem que parece que comeu o super-homem.
Fraco a todos os níveis entre dois gajos que já estou farto de os ver a combater um contra o outro.
Quem vê um combate do Cena vê todos, quem vê um combate do Big Show é um ser humano com muita paciência, e mesmo com a estipulação de submissão, nada de novo e excitante se passou.
Não ficaria melhor no Card o jericho vs Rey aqui?

Eu também acho.

O vencedor nem é preciso dizer. È sempre o mesmo.

Edge vs. Hardy

Na minha opinião este foi o segundo melhor combate da noite. Nada de fenomenal, mas bom.
Com o Jeff podemos ter sempre a certeza que vamos ver acção, e o mesmo se pode dizer do Edge quando está com um adversário que puxa pelo melhor dele.

Aqui sim vi algo de Extreme. Algumas manobras bastante perigosas (alguns falhanços também, mas a dificuldade destes combates é mais elevada)
Um final inovador e uma vitória que me fez pensar que o Jeff teria a sua segunda oportunidade de nos dar um campeão diferente do que temos tido…mas, como diria o Axel, naaaaaãoooo.

Lá vem o C M Punk para cobrar a mala.

Aqui é que vou realmente mostrar a minha insatisfação.
Primeiro este tipo de “cobrança” está recesso. Não é surpresa nenhuma, estamos fartos de o ver, é uma bosta.
Embora eu seja grande fã do Punk, não gostei deste final por um simples aspecto.

Isto não lhe dá credibilidade nenhuma. Não há diferença no que ele fez agora comparado com o que ele fez na primeira vez que conquistou o título. È uma maneira muito fraca de ganhar o cinto, e é uma maneira muito esquisita para um Face ganhar um combate, ainda para mais contra outro face.

O que, apesar de tudo, me dá esperança que finalmente o Punk vire Heel, e aí sim oV1 ganha um novo interesse em ver wrestling.
È que para quem não sabe o Punk é um excelente heel, dos melhores que já vi, e se isso realmente está a acontecer, e se (um grande se) o seu heel turn for bem feito, estamos em vésperas de ver o melhor trabalho deste talentoso wrestler.

Eu tenho esperança, se bem que em termos das minhas expectativas, a WWE faz sempre um gosto especial de me lixar.
Ao menos vai fazer com que eu queira ver no que isto dá, porque dúvidas não há, esta vitória do Punk vai mexer, e de que maneira, com a Smackdown!

E pronto, foi este o meu review do Extreme…lame rules, devo dizer que já sentia saudades da escrita (agradeço ao kamisas pelo convite) e pode ser que de vez em quando me vejam a “aparecer” nesta minha segunda casa.

Um abraço á malta.

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