Monday Dropkick [70] – WWE Kids

Peço desculpa pela intromissão. 
Peço desculpa ao Hunter por lhe roubar o protagonismo e aos leitores por aparecer assim sem ter sido convidado, mas há ocasiões que merecem.
Apesar de oficialmente estar afastado das crónicas (Já estou a corrigir o DA da Wrestlemania, não desesperem), há situações que me fazem pensar duas vezes e voltar a abrir uma página do Word para, literalmente, desabafar.
Eram cerca das 2 horas da madrugada de domingo para segunda, quando, como haitualmente, cheguei a casa e liguei o portátil. Consultei os meus mails e parei, de seguida, na minha área de paragem diária: Galaxia Wrestling.
Primeiramente saltou-me a atenção a peixeirada do costume com anónimos e outros que tais, que misturam insultos, comentários sem nexo, outros mais ajuizados e claro, as famosas setinhas. Aliás, actualmente há mais setas no BGW do que em todo o troço da A1.
Mas deixemos isso de parte (Era tema para outra crónica, mas não me apetece mexer na podridão).
O que me saltou à vista foi uma notícia publicada recentemente no NWO, que tinha como título: “WWE muda nome de combate?”. Eis o conteúdo:
Um recente artigo na WWE Magazine, falava sobre o War Games, um evento que figurava no original Great American Bash. O artigo dizia que “Sem isso, não haveriam Elimination Chambers ou Kennel from Hell .. Nos PPV’s e eventos à volta do globo, os fãs da WWE adoram estruturas de aço tais como a Elimination Chamber e The Cell.”Sem nenhumas certezas, isto poderá ser um sinal de que a WWE não vai mais chamar o combate de Hell in a Cell, tudo isto devido a tentar criar um programa mais familiar.
Sinceramente, não acham que já chega?
Compreendo perfeitamente que o público infantil seja mais lucrativo e até mais fiel ao produto que os jovens e adultos. Compreendo que seja mais seguro para os lutadores que se evitem spots de risco, blading escusado e combates com regras extremas.
Vi um anão (que com todo o respeito que me merece, não deixa de o ser) vencer o título Cruiserweight e consequentemente levar à sua extinção. Desculpei, todos têm direito a errar.
Vi John Cena ou Triple H, vezes sem conta levarem de vencidos vários adversários por mais extremas que fossem as circunstâncias. Vi o Cena campeão por um ano a fio, envolvido em feuds com o Khali. Por falar nele, ainda o vi com um título histórico que já passou por cinturas como as de Hulk Hogan, Bret Hart, Ric Flair, Triple H, etc etc.
Vi matarem a ECW a partir do momento que despediram o Paul Heyman. 
Vi estragarem uma feud que tinha tudo para ser gigante ao porem o Kane atrás do Rey Mysterio, sem qualquer motivo aparente.
Vi reduzirem a pó a divisão de Tag Team e trocaram lutadoras por actrizes pornográficas.
Vi despedirem o Mr. Kennedy, o Umaga, o Lance Cade, o Paul London, o Sabu e outros que tantos e sempre aceitei os motivos.
Vi fazerem daquela que esperava que fosse a melhor Wrestlemania de sempre, uma das piores de que me lembro.
Vi promos parvas, decisões de booking de bradar aos céus e combates com o mesmo entusiasmo de um coma, para usar uma expressão do Jim Cornette.
Vi tudo isto e fui submisso. Como vinha misturado com outras coisas boas, que a WWE também sabe dar, nunca liguei muito.
Mas, de há uns tempos para cá, começa a ser demais. A tentativa de familiarizar o produto está, na minha opinião, a descaracterizá-lo. 
Qual é a ideia de tornar familiar algo que teve sempre um “modus operandi” igual ou semelhante ao longo de décadas de história. Os públicos são diferentes, os mercados são outros e as épocas são distintas. Hoje, mais do que nunca, importa vender para sustentar a companhia num período de recessão mundial. Entendo perfeitamente isso, como entendo os cortes no roster que a WWE vem feito.
Mas o que quero é que não deixem de fazer…wrestling. Mudar o nome do Hell in a Cell é apenas a ponta de um iceberg pleno de incongruências. Faz-me lembrar quando a WWE era alérgica a tudo o que a poderia relacionar com o caso Benoit e quis mudar a alcunha do Randy Orton de “Legend Killer” para “Legend Destroyer”. É parvo, tal como a mudança de nome do combate o é.
Logicamente que não é a mudança de nome do combate que me faz escrever esta crónica. Afinal de contas, também vários ppv’s e até movimentos foram re-nomeados (por amor de Deus, Attitude Adjustment? Só pelo duplo sentido de FU. Consegue ser tão parvo como o golpe em si). Como disse esta foi apenas a gota que fez transbordar o meu copo.
Sempre fui paciente e defendi o produto. Não deixo de ver, porque sou como os SuperDragões “Demasiado fiel para desistir”, mas que me revolta e me faz soltar estes brados, lá isso é verdade.
Uma coisa é certa, mais cedo ou mais tarde vou tentar experimentar o genérico. Se me dizem que é semelhante ou melhor que o remédio de marca, porque não tentar mais uma vez e esperar que, desta vez, seja realmente uma alternativa?
Vemo-nos por aí!
C_YA

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