Welcome to Cheetah’s: Regresso ao Futuro 4…mas sem Michael J. Fox


Family, religion and friends. There are the three demons you must slay if you want to suceed in business.
Monty Burns

Bem-vindos ao Cheetah’s. O maior antro de promiscuidade Wrestling related (à excepção do gabinete do Tio Vince) volta a abrir portas esta semana em exclusivo para os leitores do BGW.

Esta semana fomos brindados com a notícia que a brand Raw havia sido “vendida” a uma das maiores figuras da economia norte-americana, Donald Trump. Este anúncio deu-me que pensar. Ora não fosse esta “OPA” parte de uma storyline e fosse eu o feliz cônjuge de Melania Knauss, o que faria eu para dar “a volta” à companhia? Por outras palavras, quais seriam as medidas a tomar no imediato para que o show de segunda-feira voltasse a ser de novo o topo da cadeia alimentar? Chega-se rapidamente a uma conclusão: a mim não me caberia escrever storylines. Logo, para além de uma mudança de política que iria meter termo à tão mal fadada “Kids Era” da qual me vou escusar a fazer mais comentários, a um chairman cabe contratar mais-valias.

Tal como num topless club são as suas executantes que dão bom nome à casa, uma companhia de Wrestling sobrevive mais do que tudo à conta do seu star-system. São as grandes estrelas que levam o público aos pavilhões e não a maior ou menor capacidade dos bookers em escrever argumentos que prendam os apreciadores da modalidade. Quanto muito, uma boa história pode contribuir para um aumento das audiências televisivas. Até porque, quando temos vozes que se levantam contra as míticas Monday Night Wars então nenhum argumento está a salvo. Dou um exemplo claro: conseguisse o Tio Vince, num rasgo à la Pinto da Costa, fazer com que The Rock regressasse à companhia e metade dos bookers da companhia poderiam ser enviados para as Maldivas por um período nunca inferior a 3 meses. Isto, independentemente de se gostar ou não do estilo e do carácter de Dwayne Johnson, é mais que sabido que estamos a falar do maior maior potencial de receitas para a modalidade presente.

Contudo, este acontecimento na actualidade não representa mais do que uma utopia, até porque o novo mandato de Pinto da Costa no FCP ainda agora começou. A acrescer a isto, todos sabemos que bons lutadores não nascem à mesma velocidade que o Benfica contrata treinadores ou falha contratações (volta Simões…estás perdoado). Ainda assim, fosse eu o responsável por trazer Raw de volta às luzes da ribalta e uma série de lutadores, todos eles já com passagem pela companhia, iriam com toda a certeza receber um telefonema (aqui está a primeira técnica retirada do manual do modus operandi do “Vince McMahon da Invicta”).

Em primeiro lugar a escolha mais óbvia e aquela que à partida seria mais realista: RVD. Julgo que mais tarde ou mais cedo, este excelente executante acabaria por ceder e aceitar voltar à companhia. Contudo este regresso teria que ser muito melhor trabalho que o anterior. Um pouco na linha do que se está a fazer com Christian. Começar pela ECW seria sem dúvida a escolha acertada. Por exemplo, na actual rivalidade desta brand conseguem imaginar RVD no lugar de Dreamer? Daria todo outro glamour a este threesome (aqui a Natasha e a Lenushka assim que ouvem esta palavra saltam logo para o colinho… vá meninas “sogaditas” ok?)


Outra das minhas escolhas cairia sobre um alvo bastante acessível: Mark Jindrak. Actualmente numa companhia de menor dimensão, Jindrak sofre do que se pode chamar “sídrome do Dr. Astin.” O médico do falecido Chris Benoit e que por coincidência teria na sua lista de pacientes outros lutadores que já não se encontram entre nós. Não obstante, pessoalmente considero-o um excelente executante e julgo que fazer com que este regressasse à companhia não iria representar um investimento por aí além. Seria aquilo que a Deco consideraria uma “Escolha Acertada”. A acrescentar, julgo que bem “oleado” e com a aprovação da GQ, até mesmo Orton não vetaria tal contratação.

Falando em Orton, a medida seguinte, só para mostrar aos “meos” comandantes quem é que manda aqui, seria telefonar a Kennedy. E logo após a contratação era garantido que no “pay per view” seguinte conquistaria o título pela primeira “cover de pulso” jamais vista na modalidade. Ou isso ou um Alabama Slam…

O rol de contratações continuaria com a escolha do parceiro para Kendrick. A escolha seria aquela que é a mais óbvia e aquele que com certeza teria mais impacto: Paul London. Por incrível que pareça, estamos a falar de 2 lutadores abaixo dos 30 anos. Na sua primeira primeira passagem pela companhia os dois juntos não completavam 50 anos. Agora com outra maturidade e técnica refinada (Kendrick, apesar do papel que interpreta, mostra notórias melhorias) esta dupla seria sem dúvida de grande qualidade.

Numa altura em que, como ouvi um colega de lides chamar ontem, o “medicamento genérico” está a ganhar força, impunha-se uma medida que mostrasse o poderio da companhia. Algo que provasse que o alpha male das companhias de Wreslting está viva e de boa saúde. E a única forma de alcançar tal feito de que lembro é “roubar” Kurt Angle. O investimento não seria pequeno, mas com certeza os adeptos prefeririam esta medida a uma outra “oferta” de um milhão de dólares através de chamadas telefónicas… E com certeza que trazer Angle de volta não representaria um quinto desse montante.

Tal como no último caso, também o sector de Divas precisaria de uma medida drástica. Algo que desse um novo significado à vertente feminina de forma a que os telespectadores voltassem realmente a considerar os combates entre divas combates de Wrestling e não feiras de vaidades. Pois com outro quinto do milhão de dólares, deveriam apresentar-se propostas irrecusáveis, ainda que fossem de curta duração a Lita e Trish Stratus. Por muito curto que fosse o período de regresso, seria o suficiente para dar um novo impulso, uma nova face ao sector que parece entregue ao abandono. Parecem contratações utópicas mas tudo tem um preço e para o resto há Mastercard. E claro, “to make money, you have to spend money”.


Lap dance da semana
O destaque esta semana vai para o especial de três horas do último Raw. Os combates não terão sido uma obra-prima, mas o simples facto de haver títulos em jogo nos programas semanais dá-lhes um élan muito particular. Fazer dos combates por títulos algo exclusivo dos pay-per-views seria um tiro no pé e nisso há que louvar a estratégia da companhia. São os espectáculos semanais que representam as grandes receitas, quer em bilheteira quer em receitas televisivas. Tal como um Benfica-Porto não representa uma receita maior que dez Benfica-Rio Ave. Basta recordar os tempos da chamada “Attitude Era” em que tínhamos muitos programas semanais melhores que os pay-per-view da actualidade.

Barrados à entrada
Desta vez o Tio Vince não serrá barrado à entrada mas terá com certeza o bar fechado para si. Isto porque para já vou dar o benefício da dúvida a este “golpe conjunto” com Trump. Que Trump aceite este convite, não me surpreende. Tempo de antena grátis é algo que nenhum grande empresário deva recusar. Os benefícios que a companhia pode tirar desta “aliança” com uma figura que nem é muito bem vista no panorama norte-americano são, no mínimo, duvidosos. Ainda estará tudo muito verde para tecer mais considerações nesta altura, mas não estou a ver Trump entregar-se muito à causa e aparecer com regularidade por aquelas bandas. A menos que este tempo de antena seja uma forma de pagamento às aparições anteriores do grande magnata. Se tal for o caso, mais uma vez os negócios e as receitas são colocadas à frente dos interesses dos fãs. Contudo tenho esperanças que Trump se digne a fazer algumas aparições esporádicas enquanto durar esta história. E se a Melania fizer questão de acompanhar o esposo…já não se perde tudo.


Boa semana a todos e até quarta.

Até lá, boas table dances e grandes combates de Wrestling.

PapaShango

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